Estratégia da Aeronáutica não evitou atrasos nos aeroportos

A estratégia do Comando da Aeronáutica de convocar e aquartelar 150 controladores de vôos em Brasília não evitou, nesta quarta-feira, que novos atrasos de vôos se repetissem nos aeroportos do País. Foi o quinto dia seguido da nova série de atrasos. Na terça-feira, um total de 481 dos 1.355 vôos, cerca de 35%, atrasou nos principais aeroportos de todo o País. Na segunda-feira, os atrasos chegaram a 50% dos vôos. A convocação dos controladores não tem prazo para terminar e foi a mesma estratégia adotada no último dia 2 de novembro, feriado de Dia de Finados, quando houve muito tumulto e confusão nos aeroportos do País por causa dos atrasos nos vôos. A preocupação do governo federal é não ver se repetirem essas cenas nos próximos dias, nos quais, além do feriado de Proclamação da República desta quarta-feira, há também o feriado municipal, em São Paulo e Rio, do dia da Consciência Negra, no próximo dia 20. SituaçãoO aeroporto de Congonhas, zona sul da cidade, registrou 26 vôos atrasados na tarde desta quarta-feira, sendo 23 embarques e três decolagens. Os atrasos chegam a quatro horas, caso do vôo da companhia aérea TAM que pousaria no aeroporto às 13h, vindo de Porto Velho, e foi transferido para às 17h. Já no aeroporto internacional Cumbica, em Guarulhos, foram contabilizados 20 atrasos - 14 chegadas e seis partidas. Os passageiros podem esperar até duas horas para decolar. Um vôo da aérea BRA, porém, tem atraso de 5h15.No Internacional Tom Jobim, no Rio, entre 7h e 18h, de um total de 76 vôos domésticos, 20 foram cancelados, entre pousos e decolagens, e 56 sofreram atraso médio de 45 minutos. O motivo dos cancelamentos não foi informado. O balanço parcial divulgado pela Infraero ao meio-dia, já registrava os 20 cancelamentos, cujas causas não foram informadas, e nove vôos atrasados, com espera média de 38 minutos. Não houve problemas com vôos internacionais. No Santos Dumont, oito vôos foram cancelados pela manhã, todos da TAM, e quatro estavam atrasados por volta das 11h - dois pousos e duas decolagens. No fim do dia, ninguém atendeu os telefones da Infraero no Santos Dumont. Apesar dos cancelamentos e atrasos, não houve tumulto nos aeroportos, e passageiros enfrentavam poucas filas para embarcar. No entanto, houve casos de passageiros que só embarcaram uma hora e meia depois do horário marcado.Em Brasília, no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, são contabilizados nove vôos atrasados, com espera de até quatro horas. No aeroporto Tancredo Neves, em Belo Horizonte, um total de sete vôos apresentam atrasos - três pousos e quatro decolagens, com espera de até duas horas. No aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, também se verifica sete atrasos - cinco chegadas e duas partidas. Já o aeroporto de Salvador registra o menor número de atrasos, em apenas dois vôos.A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) não divulgou nesta quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, balanço parcial de vôos atrasados, nem deverá divulgar o balanço total. As assessorias de comunicação da Infraero de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, também não funcionaram neste feriado.Em Manaus, Quinze vôos tiveram atrasos, entre pousos e decolagens, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, da madrugada desta quarta-feira(15) até as 16 horas. De acordo com a Infraero, nenhum vôo atrasou mais que meia hora, exceto o Varig 2200, que chegou de São Paulo às 13h30 e tinha horário previsto para pouso em Manaus às 12h45. No Paraná, dos 106 vôos previstos entre as 6 e 18 horas desta quarta-feira para o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, 34 chegaram ou saíram com atraso médio de 50 minutos. No entanto, apenas um deles, da TAM, que deveria ter chegado de Brasília às 12h36 acabou pousando às 16h18. O mesmo avião deveria decolar para Foz do Iguaçu às 13h06, mas somente levantou vôo às 17h38. Também foram antecipados 28 vôos, com média de 7 minutos. Outros dois foram cancelados.CasosO presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rubens Busato, esperou mais de três horas para decolar em direção a São Paulo e também passou boa parte do tempo dentro do avião. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também enfrentou o congestionamento para deixar a capital federal pela manhã em direção a São Paulo onde tomaria outro vôo para a Austrália para participar da reunião de fórum internacional sobre relações comerciais e industriais de vários países.Atualizada às 20h19

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.