Estrutura do arquipélago começa a ficar saturada

Com a chegada de técnicos do IML e da Polícia Federal a Fernando de Noronha, as instalações e a infraestrutura disponíveis para as equipes de busca tornaram-se ainda menores. Alguns aviões e tripulações estão sendo transferidos para a Base Aérea de Natal (RN), de onde levantam voo para a área de buscas. "O número de pessoas em Noronha está aumentando e não há estrutura para isso", diz um piloto da FAB.O aeroporto do arquipélago também registra aumento na circulação de pessoas, que cresceu 50% desde que Fernando de Noronha se transformou em base de apoio à operação de buscas. De acordo com o administrador, Faa Handling, uma média de 400 pessoas circula diariamente pelo aeroporto de março a junho. Desde a semana passada, essa média subiu para 600. O aeroporto tem 800 m² e recebe diariamente três voos comerciais. "Eram seis operações diárias, entre pousos e decolagens, mas agora, com os aviões militares, passamos para uma média de 19, entre chegadas e saídas", disse Handling.O aumento na circulação de pessoas no local se deve, segundo o gerente do aeroporto, Carlos Gouveia, aos jornalistas brasileiros e estrangeiros e aos militares que participam das buscas. Segundo Gouveia, em torno de 60 profissionais de comunicação chegaram ao arquipélago desde o dia 1º. Sem internet, com só dois telefones públicos e poucos pontos de energia, na sexta a administração colocou serviço de internet no aeroporto para facilitar o trabalho dos jornalistas, que têm feito plantão no saguão. Na baixa temporada, como agora, Fernando de Noronha tem uma população flutuante diária de 800 pessoas - a maioria turistas. Na alta temporada são mil. O arquipélago é formado por 21 ilhas - a principal é a única urbanizada. Quem chega para fazer turismo não tem a programação alterada por causa das buscas.

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