Estudante baleada na Estácio continua na UTI, tetraplégica

A apresentação, sem provas, do traficante Elton Santos, o Batata, como autor do disparo que atingiu Luciana Gonçalves de Novaes, em junho, na Universidade Estácio de Sá, não tranqüilizou a família da estudante. Luciana continua internada numa Unidade de Terapia Intensiva, tetraplégica, e sob risco de nunca mais conseguir movimentar os braços nem as pernas. ?Esse crime já teve tantas versões que a família está desacreditada. Para a gente não faz mais diferença. O nosso sofrimento ainda vai continuar?, disse uma das irmãs de Luciana, Conceição de Novaes. A estudante só se comunica piscando os olhos.Depois de a polícia apresentar Batata como autor do crime e dar o caso por encerrado, o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, admitiu que não há ?prova objetiva? contra o traficante. O que existe é uma conclusão baseada em denúncia anônima e num exame de balística, que atestou que o projétil que atingiu a estudante é igual ao que causou a morte de um ex-parceiro de Batata, crime que ele também nega. Segundo o major Luiz Carlos Leal Gomes, chefe do Serviço Reservado do batalhão da PM da Tijuca, Batata chegou a confessar que atirou em Luciana quando foi preso. Mas, depois, em depoimento à polícia disse apenas que esteve na universidade no dia do ataque para ?acertar contas? com uma pessoa que estava vendendo drogas dentro do campus. ?Ele disse que isso estava atrapalhando o funcionamento da boca-de-fumo perto da universidade, que representa 80% do faturamento do morro.? De acordo com a polícia, Batata não informou se esteve na Estáciosozinho, apenas que houve tiroteio. A troca de tiros pode ter envolvidoseguranças da universidade. Batata disse ainda que havia se livrado da pistola para não ser preso e que a arma foi enterrada.

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