Estudante é condenado por passar trotes a serviço médico

O estudante Leandro Santos foi condenado a três meses de prestação de serviços gratuitos ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) por passar trotes ao órgão em Feira de Santana, a 108 quilômetros de Salvador. A juíza Bianca Silva, do Juizado Especial Criminal, tomou a decisão com base nos artigos 266 e 340 do Código Penal, que determinam a punição "a quem provocar a ação de autoridade, comunicando ocorrência de crime que sabe não ter verificado". Leandro poderia ter sido detido por um a três anos, de acordo com a lei, mas a juíza optou por reverter a condenação para uma pena alternativa que será cumprida com a lavagem diária das ambulâncias utilizadas pelo Samu. O estudante admitiu divertir-se realizando chamadas para o Samu e outros órgãos de defesa civil e da segurança pública. O caso que originou o processo ocorreu quando o estudante foi flagrado em um telefone público, por médicos que, por coincidência, esperavam para fazer uma ligação. De acordo com dados divulgados pelo órgão, cerca de 3 mil ligações com alarmes falsos, em média, são recebidas pelo serviço de atendimento emergencial.

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