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Estudante é libertado para negociar o próprio seqüestro

O estudante do quarto ano de Direito, Paulo Barbujani Franco, de 22 anos, seqüestrado na noite de terça-feira, em Caraguatatuba, no litoral norte paulista, conseguiu ficar livre dos seqüestradores, depois de prometer que negociaria o valor do resgate com a família. O universitário foi pego quando voltava da faculdade, onde estuda em São José dos Campos. Ele estava de carro sozinho, quando foi abordado pelos seqüestradores e levado para um cativeiro, numa casa de veraneio, na Praia da Cocanha, em Caraguatatuba. O pai do estudante, o advogado criminalista Paulo Franco, percebeu que o filho demorava a chegar e telefonou para o celular dele. Para a desespero do advogado, um dos seqüestradores atendeu a ligação e informou o crime à família. No início das negociações, o pedido do resgate era de 100 mil reais e depois caiu para 20 mil reais. Nos três dias que ficou em poder dos bandidos, o estudante conseguiu convencer a quadrilha a soltá-lo, para que ele conseguisse o dinheiro com o pai. Ele foi solto na tarde de quinta-feira, na mesma cidade. Depois de libertado, a polícia, que já estava no caso, seguiu as pistas dada pela vítima sobre o cativeiro e conseguiu prender os acusados James Richard Froehlich e Edésio Sapucaia de Oliveira. Para a surpresa da vítima e da família, eles já haviam trabalhado para o advogado Paulo Franco, como seguranças da casa. A família mora em uma casa de classe média na praia Martim de Sá. A prisão dos vigias permitiu que a polícia chegasse ao local onde seria entregue o dinheiro, na zona leste da capital paulista. Em São Paulo foram presos Fábio Neves de Souza e Silvano Ferreira da Silva. Para que o resgate fosse feito, eles ficaram com o celular da vítima. O chefe da quadrilha, Wandevaldo Neves de Souza, irmão de um dos integrantes do grupo, continua foragido. Hoje o estudante passou o dia descansando, na própria casa, em Caraguatatuba. Segundo a família, ele estava bem, e "em paz". Segundo a polícia, ele chegou a ser torturado psicologicamente, ameaçado de morte se não conseguisse o dinheiro.

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