Estudante encontrado morto pode ter caído no Tamanduateí

Um telefonema para o Corpo de Bombeiros sobre um corpo no Rio Tamanduateí, em São Paulo, é a mais nova pista da polícia na apuração da morte do estudante de engenharia Ângelo Luiz Coradi Comineli, de 20 anos. A informação estava sendo verificada nesta quinta-feira pelo departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Desaparecido desde o dia 17, seu corpo foi achado pelos bombeiros no dia 21 no Rio Tietê, perto da Ponte do Limão, na zona norte.Os policiais desconfiam que a vítima possa ter caído ou sido jogada no Tamanduateí, que deságua no Tietê e é o rio mais próximo do Largo São Francisco, onde o jovem foi visto pela última vez na festa da Peruada, promovida pelos alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Ainda não se sabe o que causou a asfixia que matou o estudante - o que pode ser a prova definitiva de que houve um crime. EnterroA cidade de Cerqueira César, a cerca de 300 km de São Paulo, viveu um dia de comoção e revolta. Mais de 3 mil pessoas compareceram ao enterro do estudante no cemitério municipal. Escolas dispensaram os alunos e muitas pessoas que nem conheciam Ângelo foram ao velório. O pai, Adão José, demonstrava esperança no trabalho da polícia. "Queremos ver esse caso esclarecido porque é muito difícil conviver com a dúvida."Marcos Zanetti, de 20 anos, foi de São Paulo a Cerqueira César com outros 12 amigos para assistir ao enterro. Zanetti dividia com Ângelo e outros estudantes um apartamento na Avenida Jaguaré. "Ele era um rapaz quieto até demais, não usava drogas, sorria o tempo todo e não bebeu nada além de cerveja. Não acreditamos que ele tenha caído no rio bêbado." O estudante e seus amigos acham que Ângelo foi morto. O outro colega de quarto, Marcelo, foi quem, segundo Zanetti, recebeu o último telefonema de Ângelo. "Dez minutos antes das 17 horas, outro colega nosso encontrou com ele, sozinho, mas bem, sem sinal de bebedeira." Na Politécnica, os alunos do 1º e 2º anos foram dispensados pela diretoria para ir ao enterro. (Colaborou Bárbara Souza)

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