Estudante ferido por metralhadora fica na UTI

O estudante Renato Winnig, de 21 anos, continua em estado grave depois de ter sido atingido nas costas por tiros de metralhadora na madrugada deste sábado em São Paulo. Ele é uma das cerca de 300 pessoas que estavam no Oscar?s Restaurante, no Butantã, zona oeste, quando quatro homens desceram de uma Saveiro verde e dispararam três rajadas em sua direção. Outras oito pessoas ficaram feridas, sem gravidade.O grupo ainda abriu fogo contra um ônibus perto da Rodovia Raposo Tavares, ferindo um passageiro na perna. A polícia não tem pistas dos agressores.Por volta de 1h50 eles chegaram à frente do bar, perto da Cidade Universitária. Dois estavam na cabine e os outros dois vinham na carroceria. Severino Pedro dos Santos, de 54 anos, e sua mulher, Cléa Silva Santos, de 52, proprietários do estabelecimento, jogaram-se no chão para escapar às rajadas. "De início, pensamos que eram bombinhas, mas então vimos o corre-corre", contou Santos.Os feridos foram encaminhados para os hospitais Universitário e São Luís. Sete delas tiveram alta hoje pela manhã. Apenas Renato Winnig, de 21 anos, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Jaime Taylor Ferreira de Souza, de 24, foi transferido para o Hospital da Glória. As demais vítimas são José Maurício Correia da Cruz, de 27 anos, Luiz Cláudio Silva, de 36, Tatiana Lima da Silva, de 21, Rosely da Silva Gomes, de 18, Jonas Ari Duarte, de 36, Roberta do Carmo Damasceno, de 21, e Alexandre Leite.ÔnibusDepois de metralhar o bar, o grupo saiu em direção à Rodovia Raposo Tavares. Na Rua Araipes, o bando disparou uma rajada contra um ônibus da Viação Castro, que fazia a linha Praça Ramos de Azevedo-Jardim João XXIII.Houve dez perfurações na parte frontal direita do veículo. O passageiro Severino Joaquim da Silva, de 35 anos, foi atingido na perna e encaminhado para o Hospital Bandeirantes. Silva teve alta pela manhã.PânicoAparentemente, o objetivo dos criminosos era apenas criar uma situação de pânico. A maioria das pessoas foi atingida nas partes inferiores do corpo.O motorista do ônibus, Carlos Alberto de Macedo, e o cobrador, Helder Alcântara, contaram que ficaram bastante assustados ao ver uma pessoa na carroceria, com a metralhadora em punho disparando contra o coletivo.A picape chegou a ser perseguida por um carro da Polícia Militar, mas desaparece no interior da Favela do Jardim Jaqueline.

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