Estudante foi impedida de tomar remédios na Espanha, diz mãe

Jucineide Rangel, de 51 anos, disse que o Brasil deveria ser mais rígido com a entrada de estrangeiros no País

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo,

07 de março de 2008 | 17h06

Antes de seguir de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro para receber a filha Patrícia Duarte Rangel, de 23 anos, deportada da Espanha, a professora Jucineide Duarte Rangel, de 51 anos, manifestou nesta sexta-feira, 7, indignação com o tratamento dispensado à mestranda em Ciências Políticas. Na última vez que havia falado com a mãe, por telefone, Patrícia reclamou que, além dos maus-tratos, foi vítima de agressão verbal por parte dos agentes espanhóis. Ela disse também que foi impedida de ter acesso ao antibiótico que estava tomando.  Veja também:Espanhóis são barrados no Aeroporto Internacional de SalvadorEspanha veta entrada de 30 brasileirosSaiba como agir se for barrado em aeroporto Brasileiros barrados na Espanha chegam a SPBrasil ameaça restringir entrada de espanhóis no PaísBrasil deve adotar medidas contra espanhóis?    "Até então, ela não tinha tomado um banho, escovado os dentes. Levaram a bolsa dela e tiraram quase tudo, inclusive o medicamento. Devolveram a bolsa apenas com dinheiro e documentos", relatou a mãe. A repercussão do episódio no Brasil, porém, aliviou o sofrimento dos brasileiros, acredita a professora. Ela disse que a filha passou a noite de quinta-feira para sexta-feira em uma sala com cama. "E já estavam servindo refeições".  Jucineide defendeu que o Brasil adote uma postura de reciprocidade em relação aos espanhóis. "Eu acho que temos que ser um pouco mais rígidos. A gente recebe todos os povos de braços abertos".  Ela lembrou que a filha - pesquisadora Instituto Universitário de Pesquisas do Rio (Iuperj) - viajava para um apresentar um projeto no congresso da Associação Portuguesa de Ciência Política e faria apenas escala em Madri. "Ela tinha passagem de ida e volta, reserva no albergue, cartão de crédito internacional, era só checar". Apesar do desconforto com o caso, Jucineide já demonstrava certa resignação. A intenção inicial da professora era buscar providências judiciais. "Na hora fiquei muito revoltada, mas vou processar quem? Sei agora que eles fazem isso com brasileiros há muito tempo". De acordo com Jucineide, a previsão é que Patrícia desembarcasse no Rio por volta das 20 horas desta sexta-feira.

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