Reprodução/Google Street View
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Estudante morre após ser baleado em 'calourada' na Federal de Goiás

Tiroteio ocorreu por volta das 23 horas de sexta-feira, 15; rapaz que trabalhava na festa também foi atingido

Marília Assunção, especial o Estado

16 de setembro de 2017 | 15h14

GOIÂNIA - Um estudante de Ciências Ambientais morreu após ser baleado durante uma festa organizada para recepcionar os novos estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) na sexta-feira, 15. Ariel Ben Hur Costa Vaz, de 32 anos, foi atingido por volta das 23 horas, perto do horário limite para o término do evento, início às 15 horas. Além dele, um rapaz no caixa do evento, identificado como Marcos Eduardo de Melo, levou outros dois tiros, um deles no pescoço.  

O tiroteio ocorreu em um gramado, localizado entre o Centro de Convivência e a Faculdade de Artes Visuais (FAV), ambos localizados no Setor Itatiaia da UFG. O estudante morreu cerca de trinta minutos após ser baleado, quando estava a caminho do hospital. Tanto ele quanto Melo foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, pois não havia ambulância no local da festa.

A calourada foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), com a autorização da reitoria da UFG. Segundo a universidade alegou em nota, em que lamenta o ocorrido, a segurança do evento era responsabilidade do DCE, assim como a limpeza e colocação de banheiros químicos.

O reitor, Orlando Amaral, anunciou ainda a suspensão temporária de festas dentro da instituição e disse que aguarda um relatório das equipes de segurança da UFG e do DCE.Também em nota, o diretório garantiu ter contratado seguranças privados para complementar a segurança do campus, realizada por empresa contratada pela Reitoria. Também foi destacado pelo DCE que não há controle sobre o acesso de pessoas ao campus.

O diretório divulgou que colocou um advogado à disposição dos familiares das duas vítimas e solicitou que testemunhas se apresentem na Delegacia de Homicídios. A Polícia Civil ainda não informou a motivação e a autoria dos disparos. Nas redes sociais, estudantes que teriam testemunhado a confusão citavam duas hipóteses: de uma tentativa de assalto na qual a vítima reagiu ao ter o celular tomado; e a de uma briga causada por ciúmes. 

O delegado Hellyton Carlos Miranda esteve no Centro de Convivências da UFG, no qual foram encontradas  cápsulas de munição ponto 40. 

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