Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Estudantes baleados por colega retornam à escola em Goiânia

Sala que foi palco do incidente será transformada em espaço de artes

Marilia Noleto, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2017 | 14h38

GOIÂNIA - Mais um passo importante para o restabelecimento da rotina escolar no Colégio Goyases, em Goiânia, foi dado nesta terça-feira, 31. Após o regresso dos estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental nessa segunda-feira, 30, foi a vez dos alunos do 6º ao 9º ano voltarem nesta terça. O retorno, segundo a direção da escola, foi tranquila. E a cena de segunda-feira se repetiu: cada estudante que chegava era recepcionado com beijos, um caloroso abraço e muita conversa.

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A grande expectativa era para o retorno da turma do 8º ano, vitimada pelo atentado cometido por um de seus estudantes. De cara, os alunos se depararam com uma mudança significativa: o recinto que foi palco da tragédia que ceifou a vida de João Pedro Calembro e João Vitor Gomes, de 13 anos, ganhou nova função. “Será um espaço de artes, de estímulo à criatividade, de trabalho com esses alunos”, explica Luciano Rizzo, diretor e proprietário.

Depoimento

Também na segunda-feira, 30, a mãe do garoto que atirou contra os colegas prestou depoimento na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), acompanhado do marido. Ambos são policiais militares. Muito abalada, a mulher chorou ao falar com a polícia e não quis conversar com jornalistas nem na chegada, nem na saída. 

A única a se manifestar foi a advogada de defesa, Rosângela Magalhães, que deu alguns detalhes do depoimento. “Não houve negligência. A arma estava bem acondicionada e sem munição, que estava trancada em outro local”. A mãe do jovem também afirmou que o filho nunca havia se queixado de bullying e que seu comportamento não despertava suspeitas.

A polícia também não deu mais informações sobre o depoimento, pois caso corre em segredo de Justiça, dado o envolvimento de menores. O atirador adolescente segue internado em uma unidade para jovens infratores de Goiás. Duas estudantes seguem internadas no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

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