Estudantes continuarão saindo às ruas, dizem lideranças

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, disse nesta terça-feira durante a passeata dos estudantes em São Paulo que, se o prefeito Gilberto Kassab (PFL) insistir no aumento da tarifa de ônibus para R$ 2,30, os estudantes continuarão indo às ruas para protestar contra o que ele chamou de "abuso" e prometeu juntar mais manifestantes do que desta vez (200, segundo a Polícia Militar) em outra manifestação na quarta-feira, 29, às 10 horas, na Praça da Sé."Esse aumento não dá, e ainda tem o Kassab que não quer encontrar a gente" para discutir a questão. "O prefeito tem a cara de pau de aumentar a passagem para R$ 2,30", disse ele. Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Edilson de Paula Oliveira, adotou um tom mais conciliador. "Não somos contra o reajuste ... Mas queremos um canal de negociação com as autoridades". Com este canal, ele disse que poderia ser discutido um aumento tarifário menor e dentro da inflação. "Poderíamos aceitar um reajuste de 6%", conciliou. Oliveira informou que entregará representação na Justiça contra o aumento ainda na quarta-feira, 29, e avisou que a CUT também não vai desistir de protestar contra o novo preço da passagem do ônibus, ressaltando que a pressão estudantil-operária "vai dar certo". Já Petta, que em alguns momentos bravejava contra a polícia e chegou a discutir com um policial, disse que nem os 6% de reajuste eram aceitáveis, embora não descarte a idéia de um canal de negociação. Os estudantes saíram da Avenida Paulista sob gritos de guerra como: "Sou estudante, tenho coragem, sou contra o aumento da passagem", "R$ 2,30 não dá" e ameaçaram "parar a cidade" caso o aumento realmente seja imposto. Também gritaram palavras de ofensivas para o prefeito. Além disso, improvisaram "catracas" de ônibus feitas de papelão e as pularam, simbolizando que não aceitarão o aumento proposto. "O ônibus a R$ 2 já está caro", afirmou o líder estudantil.

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