Estudantes de Brasília provocam incêndio em hotel na BA

Depois da libertação há dez dias, através de hábeas corpus, dos cinco estudantes brasilienses acusados de matar o garçom Nelson Simões na cidade de Porto Seguro, extremo-sul da Bahia, outro grupo de sete jovens da capital federal foi parar na Delegacia de Polícia da vizinha cidade de NovaViçosa, nesta segunda-feira, por provocar um incêndio na Pousada Brasília com bombas juninas.Alan Guilherme Mota, de 19 anos, (estudante de Direito) seu irmão de iniciais D.M. de 15 anos, o primo dos dois D.B.S. de 17 anos, Rafael Seiça, de 18 anos, (Veterinária), Fernando Henrique Rocha 19 anos, (Direito), Rodrigo Santos (Relações Internacionais) e Fabiano Bespalhok de 19 anos (Direito) moradores de Taguatinga (DF) passaram o carnaval em Nova Viçosa e quando deixaram o quarto da pousada prepararam uma espécie de "bomba relógio" rudimentar, colocando um cigarro acesso na ponta do pavio para que o artefato só estourasse quando eles saíssem.Para completar, escreveram no papel com as normas da pousada afixada na porta do quarto, a frase "Os Karas - Se entrar morre". Os jovens acharam que quando a bomba estourasse eles já estariam na estrada, mas a explosão ocorreu antes do ônibus que os levaria de volta a Brasília, saísse. Policiais militares prenderam e conduziram os sete estudantes até a delegacia local. A bomba provocou um princípio de incêndio no quarto dapausada que estava lotada com 280 hóspedes. O dono do estabelecimento Gérson Souza sofreu queimaduras leves ao retirar os colchões que pegavam fogo. "Tive que retirar os colchões pois havia o perigo das chamas atingirem omadeiramento do teto", disse.O delegado José Gomes interrogou os estudantes que admitiram ter colocado a bomba por "brincadeira". Contudo, eles não devem passar muito tempo presos. Seus pais telefonaram para a delegacia se comprometendo a pagar osprejuízos da pousada, orçados em R$ 2 mil. Com isso o proprietário Gérson Souza pretendia retirar a queixa contra os jovens. O delegado aguardava à tarde o resultado da perícia no quarto onde a bomba estourou para decidir se autua os estudantes em flagrante ou instaura um inquérito regular de danos materiais, que eles podem responder em liberdade.

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