Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Estudantes de Goiânia retornam à escola em que aluno matou colegas

Cadernos e livros foram substituídos por brincadeiras e atividades lúdicas para descontrair mais os pequenos; alguns alunos fizeram questão de levar flores para a escola

Marilia Noleto, especial para O Estado

30 Outubro 2017 | 13h15

GOIÂNIA - Dez dias após o trágico atentado a tiros cometido por um aluno do 8° ano, que culminou na morte de dois adolescentes e deixou 4 feridos, o Colégio Goyases retomou parcialmente suas atividades nesta segunda-feira, 30, com a volta das aulas aos estudantes da educação infantil e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.  

A expectativa maior é para amanhã, 31, quando será a vez dos estudantes do 6º ao 9º ano, incluindo a turma do 8°, onde foram feitos os disparos.

A movimentação começou por volta das 6 horas da manhã, quando os portões foram abertos. No entanto, a rotina foi um pouco diferenciada. A começar com a liberação da presença dos pais para acompanhar os filhos ao longo da aula. 

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Hoje, os cadernos e livros foram substituídos por brincadeiras e atividades lúdicas para descontrair mais os pequenos. Alguns alunos fizeram questão de levar flores para a escola.

Um grupo formado por 20 psicólogos também presta assistência durante o processo de retomada das atividades. Na semana anterior, foram feitas reuniões para que os funcionários e professores recebessem orientações e apoio psicológico. 

O objetivo foi encontrar a melhor forma de tratar do assunto, com as perguntas dos alunos sobre o fato e lidar com os eventuais traumas provocados pela tragédia. 

"Esperamos que tudo transcorra com tranquilidade. Estamos otimistas apesar do que passamos, pois estamos muito recebendo muito apoio. A comunidade escolar está muito unida", afirma o diretor e proprietário da escola, Luciano Rizzo.

Duas das estudantes feridas seguem internadas no Hospital de Urgências de Goiânia. Marcela Rocha Macedo, 13, está internada na enfermaria em estado de saúde regular. Já estudante Isadora de Morais, 14, que ficou paraplégica, também tem estado de saúde regular e segue na Unidade de Terapia Intensiva do (UTI) do Hugo, sem previsão de alta.

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