Estudantes detidos por comprar aranhas da Alemanha pelo Correio

Cento e dezessete aranhas foram apreendidas, na manhã de sexta-feira, numa ação conjunta da Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na cidade de Adamantina, a 580 quilômetros de São Paulo. A maioria delas foi importada da Alemanha. Dezesseis morreram antes de chegar ao Brasil. Dois estudantes universitários foram detidos e deverão pagar uma multa de R$ 25 mil e prestar contas à Justiça.O delegado da Polícia Federal de Presidente Prudente, Luiz Pontel de Souza, acredita que os rapazes comercializavam os animais pela internet. Agentes da Polícia Federal receberam uma informação de que 84 animais chegariam da Europa pelo correio. Eles pediram ajuda a uma equipe do Ibama para montar o cerco na agência dos Correios que fica no centro da cidade. Ao todo seis pessoas participaram da prisão dos rapazes. Quando o estudante de biologia T.S.B., de 24 anos, e o estudante de ciência de computação, de 20, pegaram as caixas com a encomenda, os agentes se identificaram. "Os rapazes alegaram que não comercializavam os aracnídeos, que eram apenas colecionadores. Mas temos suspeitas de que eles revendiam os animais em comunidades do Orkut (site de relacionamento)", disse o delegado.Agentes do Ibama e da PF foram até a casa do estudante de biologia. Eles encontraram 20 aranhas vivas acondicionadas em potes de vidro e plástico. Depois foram até a casa do estudante de computação. Lá encontraram mais 13 aracnídeos. "Pelo que o Ibama relatou, os animais estavam saudáveis e bem tratados. Mas temos que ressaltar que 16 aranhas que vieram da Alemanha morreram durante a viagem", disse Souza.Segundo os estudantes, pela internet são feitos contatos com outros criadores de aranhas. Foi dessa forma que fizeram o pedido, dissseram. As aranhas foram entregues aos agentes do Ibama. Elas devem ser encaminhadas para o Instituto Butantã, na Capital. Além da multa, os rapazes poderão responder por crime ambiental, que poderá resultar numa pena entre três meses a um ano de detenção.

Agencia Estado,

25 de março de 2006 | 02h04

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