Estudantes impedem defesa de tese de capitão da PM

Estudantes que pertencem a grupos anti-globalização impediram neste sexta-feira, pela segunda vez, a defesa da dissertação de mestrado do capitão da Polícia Militar Francisco Rohrer na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Eles acusam o policial de tê-los agredido em protesto na Avenida Paulista em abril. "É uma incoerência um repressor estar na universidade", diz o aluno Leonardo Pinho.Apesar disso, ele afirma que a intenção era organizar protesto pacífico. Mas como a universidade não teria publicado avisos sobre a defesa - como é de praxe -, eles resolveram impedir que ela ocorresse. Segundo Rohrer, sua pesquisa analisa a atuação da polícia comunitária e como ela muda a personalidade do policial, reduzindo a violência. "Fui refém dessas pessoas intransigentes." Em maio, o grupo já havia ameaçado impedir a defesa da dissertação e o policial acabou não comparecendo à universidade.Segundo a vice-reitora comunitária da PUC, Branca Ponce, a manifestação "contaminou o clima acadêmico" e ainda não há nova data para a apresentação. "Eles lutam contra a violência, mas não sabem dialogar."

Agencia Estado,

26 de outubro de 2001 | 21h27

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