Estudo aponta alta disparidade de gêneros na política

Um estudo internacional sobre a desigualdade de gêneros, divulgado na última reunião do Fórum Econômico Mundial, mostra o Brasil em situação constrangedora quando se mede a participação das mulheres na política.

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

Nesse quesito, o País ficou em 112º lugar, em um ranking com 134 integrantes. A má colocação se deveu, principalmente, à baixa proporção de parlamentares (9%) e de ministros (7%) do sexo feminino.

No ranking geral, que leva em conta fatores como participação no mercado de trabalho, educação e saúde, o Brasil ficou em 85º lugar este ano. Em relação a 2009, houve uma pequena queda de quatro posições, principalmente em razão da melhora do quadro em outros países.

Apesar de destacar a baixa participação das brasileiras nas esferas de poder do Legislativo e do Executivo, o estudo fez uma ressalva: "No momento em que esse relatório segue para impressão, o Brasil pode estar próximo de eleger sua primeira presidente do sexo feminino".

De fato, a vitória da petista Dilma Rousseff deve fazer o país subir no ranking, dada a iniciativa da presidente eleita de ampliar o número de mulheres no primeiro escalão. Serão nove ministras - no governo de Luiz Inácio Lula da Silva houve um máximo de cinco mulheres, concomitantemente, nos cargos máximos da Esplanada dos Ministérios.

Outro fator que puxou o Brasil para baixo no ranking do Fórum Econômico Mundial foi a disparidade salarial entre gêneros. De acordo com o estudo, as mulheres recebem, em média, dois terços da remuneração se comparada à dos homens. A percepção de que há desigualdade salarial vem aumentando desde 2007.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.