Estudo e romance levam brasileiros à Argentina

Arquiteta que se mudou há 3 anos para Buenos Aires para fazer pós já trabalha em escritório

Ariel Palacios, O Estadao de S.Paulo

12 de janeiro de 2008 | 00h00

Na contramão do fluxo de imigração atual, os brasileiros que decidem se mudar para a Argentina são atraídos pelo clima cultural de Buenos Aires, a menor criminalidade nos centros urbanos e um sistema escolar de qualidade. Além disso, existe um substancial contingente de brasileiras que, por questões do coração, se mudam para a Argentina para morar com os namorados.A possibilidade de unir trabalho e estudo em outro país atraiu Anderson Rodrigo dos Santos, que desembarcou em Buenos Aires há três meses, como parte do sistema de residência temporária. O catarinense de 25 anos decidiu no ano passado se mudar para Buenos Aires. Daqui a poucas semanas começará o ciclo básico da Universidade de Buenos Aires, a mais prestigiada da capital, onde pretende estudar Medicina. Enquanto isso, trabalha no restaurante Me Leva Brasil, um dos mais emblemáticos pontos de encontro da comunidade imigrante em Buenos Aires, também freqüentado pelos "hermanos" admiradores da culinária e da cultura tupiniquim. "Decidi estudar em Buenos Aires porque a faculdade aqui é muito boa", explica Santos. "A papelada para o trâmite da residência foi mais fácil do que havia imaginado." Atualmente residindo no bairro portenho de Palermo, ele diz que só encontrou dificuldades para se adaptar ao idioma e à culinária local. "É muito diferente da nossa."Nascido em Florianópolis, Santos nunca tinha estado na Argentina, mas ficou entusiasmado com a recepção. "Todos são amáveis e acolhedores com os brasileiros." Por enquanto, ele não tem planos definidos para permanecer muitos anos na Argentina. E não descarta a hipótese de pedir em alguns anos transferência para um curso de Medicina no Brasil. Já a arquiteta Cristina Rodrigues Pereira fez questão de encaminhar a papelada para conseguir a residência temporária "do outro lado". "Primeiro me instalei aqui com o visto de estudante. Mas depois passei para o sistema da residência temporária. Ele permite que eu possa trabalhar com carteira assinada, além de estudar."Cristina, que se mudou para Buenos Aires há três anos - onde passou a residir com o namorado, para fazer um curso de pós-graduação em Arquitetura -, já trabalha em um escritório como arquiteta. "O trâmite da residência foi um pouco demorado, pois há muitas pessoas que estão recorrendo a esse sistema. Mas já estou com um documento provisório."

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