Estuprador de crianças preso em flagrante em SP

Policiais do 10º DP-Penha, na zona Leste de São Paulo, acreditam que várias crianças irão reconhecer Fábio Rogério dos Santos Araújo, de 28 anos, que foi preso na noite de quinta-feira, em seu prédio no bairro de Cangaíba, depois de violentar duas meninas, uma de 8 e outra de 10 anos. Outras cinco crianças seviciadas em outras oportunidades, nos últimos quatro meses, já o reconheceram.Analista de cobranças, casado, sem filhos, 1m85 de altura, morando em um bom apartamento na Rua Londres, 450, ele costumava sair com o próprio auto Palio cinza de placa DAL-6705 à "caça" de pré-adolescentes nas proximidades da favela Tiquatira, na Vila Ré. Geralmente parava o carro próximo de crianças e perguntava como chegar a um hipermercado da região. Quando estava respondendo, ou a vítima era seduzida a entrar, com a promessa de receber a quantia de R$ 10, ou arrastada à força para o interior do veículo.Estupro, atentado violento ao pudor e outros tipos de abusos sexuais aconteciam no próprio apartamento do criminoso. Antes de entrar na garagem do prédio, ameaçava a criança, ordenando que se abaixasse para não ser vista pelo porteiro. Após o crime, as levava até um local distante do apartamento, nas proximidades de uma escola da Penha. Foi o que aconteceu com as duas meninas, por volta 17h00 de quinta-feira. Chegando em casa, elas contaram às mães que as levaram a um hospital e depois à delegacia. As meninas conseguiram refazer, com os policiais, o caminho percorrido e chegaram ao prédio. Fábio não estava. Mas, assim que chegou elas o apontaram. Ele negou, mas mesmo assim foi levado ao 10º DP. Surpeendida com a narrativa das crianças, a mulher do estuprador contou aos policiais que o casal tentou inúmeras vezes ter filhos, mas não conseguiu. Ela jamais desconfiou das atitudes de Fábio e chegou a duvidar do que que lhe foi revelado. Para provar que estiveram no apartamento 31 daquele prédio, as meninas descreveram objetos da casa e sua localização. As duas meninas foram encaminhadas ao Hospital Pérola Byington, onde, além dos exames de constatação do estupro, serão submetidas a atendimento psicológico específico para vítimas desse tipo de crime. Para a polícia Fábio praticava esse tipo de delito há pelo menos seis meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.