Esvaziamento dos acampamentos assombra líderes

Esvaziamento dos acampamentos assombra líderes

Um dos maiores problemas enfrentados atualmente pelo MST é o esvaziamento dos acampamentos de sem-terra. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, quando existia a expectativa de uma reforma agrária massiva no País, o movimento chegou a reunir 230 mil famílias em seus acampamentos - o equivalente a quase 900 mil pessoas. Hoje, pelas contas dos líderes da organização, seriam 90 mil famílias.

Análise: Roldão Arruda, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2010 | 00h00

O MST atribui a queda à política de reforma agrária do governo, que teria sido tíbia demais. De acordo com essa lógica, os acampamentos enchem quando as famílias têm a perspectiva de ganhar um lote de terra a curto prazo; e esvaziam quando percebem que terão de esperar anos sob a lona plástica.

A explicação mais provável para o encolhimento dos acampamentos, porém, está no Bolsa-Família. O programa de transferência de renda beneficia sobretudo a periferia pobre das cidades e as zonas rurais mais miseráveis, onde o MST sempre arregimentou mais pessoas.

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