'Eu fiquei branco, não sabia o que fazer', diz brasileiro em Paris

Amigos e familiares aguardam informações sobre o voo 447 da Air France que desapareceu sobre o Atlântico

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo,

01 de junho de 2009 | 11h52

"Eu fiquei branco, não sabia o que fazer, nem para quem ligar. Uma conhecida está neste voo. Ela vai passar um mês em Milão", disse um policial civil brasileiro que aguarda no terminal 2 D do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, em Paris, para retornar para o Brasil no mesmo voo que está desaparecido desde a madrugada desta segunda-feira, 1.

 

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Luiz Carlos Machado, de 40 anos, morador de Criciúma, em Santa Catarina, vai embarcar no mesmo voo, mas de retorno e disse que não está com receio, porém acredita que o voo vai ser muito mais tenso para todos, tanto para os passageiro quanto para a tripulação. Ele chegou à capital francesa há uma semana, exatamente neste voo. Machado tinha o passaporte na mão e a passagem da Air France no bolso.

 

No mesmo saguão, a brasileira Aida Milani Rodrigues, de 59 anos, aguarda para embarcar num voo da Tam para São Paulo. "Estou com medo, claro! mas preciso voltar. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar". Aida, mora em Campinas, interior de São Paulo, chegou há 30 dias em Paris, onde visitou a filha.

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