EUA enviam remédio para vítimas do incêndio de Santa Maria

Governo brasileiro solicitou remédio para tratar pessoas que foram envenenadas por cianureto durante o fogo

Efe

02 Fevereiro 2013 | 13h02

MIAMI - O Comando Sul dos Estados Unidos adquiriu e coordenou o transporte de 140 doses de um remédio que o Brasil solicitou com urgência para tratar pessoas que sofreram envenenamento por cianureto no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que deixou 236 mortos.

O remédio chamado Cyanokit será transportado a Brasília e entregue a funcionários do Ministério da Saúde para ser distribuído aos hospitais que tratam às vítimas, informou a entidade militar com sede em Miami.

O Ministério da Saúde solicitou as doses à embaixada dos Estados Unidos no Brasil após ser informado da necessidade de fornecer o remédio às vítimas de envenenamento por cianureto, depois que as chamas alcançaram a espuma acústica que cobria o teto da boate.

O incêndio ocorreu no domingo passado e foi causado pelo uso de um efeito pirotécnico durante um show da banda Gurizada Fandangueira.

O fogo se propagou rapidamente pela espuma usada no isolamento acústico do teto, que também gerou um gás tóxico causador da maioria das mortes, de acordo com as investigações preliminares.

Após receber a solicitação do Governo brasileiro, o Comando Sul trabalhou com a Agência de Logísticas de Defesa para obter as 140 doses requeridas de Cyanokit, que foram adquiridas por esse organismo para a entidade militar sob um contrato com a Meridian Medical Technologies.

O Cyanokit, avaliado em mais de US$ 97 mil, foi pago pelo Comando Sul utilizando fundos disponíveis através do Programa de Assistência Humanitária.

O Comando Sul coordena as atividades militares dos EUA no Caribe e na América Latina, e operações de apoio a missões antidrogas, de manutenção de paz, de desativação de minas, de desenvolvimento nacional e de ajuda perante desastres naturais.

Mais conteúdo sobre:
Santa Maria Kiss incêndio

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.