EUA lamentam decisão do STF que mantém Sean no Brasil

Governo norte-americano se diz 'decepcionado' com fato de o pai não poder retornar a seu país com filho

Ana Conceição e Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2009 | 16h37

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota nesta sexta-feira, 18, em que lamenta o fato de Sean, de 9 anos, não poder voltar aos EUA após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder liminar, ontem, à avó do garoto, Silvia Bianchi Carneiro Ribeiro. O governo norte-americano, disse estar "decepcionado" com o fato de o pai, David Goldman, que chegou ontem ao Brasil, não poder retornar aos EUA com o filho.

 

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A liminar, concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio, que determinou na quarta-feira a entrega do garoto ao Consulado dos EUA em 48 horas. O prazo acabaria hoje. A expectativa é de que os advogados de David Goldman entrem com um recurso no STF ainda hoje, embora o Supremo entre em recesso já a partir de segunda-feira.

Nesta tarde, David Goldman disse que tem esperança de passar o Natal com o filho. Ele disse que tem dificuldade de manter contato com o filho e mostrou uma carta endereçada a Sean em 16 de novembro, que foi devolvida pelos Correios. "Eu não entendo: é longo, é cruel, é trágico, é triste. O meu filho está sofrendo e perdendo a sua inocência de criança. Ele não merece isso." A viagem de Goldman ao Rio é patrocinada pela rede americana NBC.

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