Europeus tiram a roupa e são detidos em aeroporto da Bahia

Grupo trocou de roupa no meio do saguão do aeroporto e causou confusão; comissárias foram repatriadas

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

03 Fevereiro 2009 | 15h08

Três turistas alemães foram detidos e duas comissárias de bordo, uma holandesa e uma espanhola, repatriadas pela Polícia Federal, na noite da segunda-feira, 2, no Aeroporto Internacional de Salvador. Os alemães, com idades entre 63 e 65 anos, estavam visitando a capital baiana com um grupo de 20 pessoas, há duas semanas, e preparavam-se para embarcar de volta quando resolveram trocar de roupa em pleno saguão do aeroporto. Um turista pernambucano flagrou a cena - o mais velho do grupo de turistas chegou a ficar apenas de cueca e camisa - e prestou queixa na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). Os três foram detidos e perderam o voo. Eles foram ouvidos pelo delegado Luis Henrique Ferreira por duas horas. "Eles alegaram que não encontraram um banheiro e que, pelo que viram nas praias e nas ruas, não acreditavam que ofenderiam ninguém com a atitude", conta Ferreira. Os turistas, acusados de prática de ato obsceno, foram liberados, com o compromisso de voltar ao País quando forem convocados pela Justiça. Já as comissárias, que trabalhariam no voo inaugural Salvador-Madri, da companhia Iberoworld, que parte na noite desta terça da capital baiana, começaram a causar transtornos ainda no voo da TAP que as trazia da Europa à capital baiana. De acordo com relatos dos passageiros, ambas estavam consumindo grande quantidade de bebidas alcoólicas a bordo e começaram a falar mal de brasileiros e de baianos, usando frases racistas e preconceituosas. A discussão tomou conta do avião, a ponto de, pouco antes do pouso, a holandesa Judith Van Rixel tirar a camisa e ficar apenas de sutiã a bordo. No desembarque, os passageiros relataram o ocorrido aos agentes da Polícia Federal no aeroporto. As duas foram encaminhadas à sala da PF no terminal e ouvidas. A espanhola Maria Rosa Pilar teria desrespeitado os agentes. "Optamos por repatriá-las, mas poderíamos ter detido ambas", afirma o chefe da PF no aeroporto, Francisco Cruz. A companhia aérea ainda não se pronunciou sobre o caso.

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