Evento sugere negros em desfiles

A recomendação para que as grifes tenham nas passarelas pelo menos 10% de modelos de origem negra ou indígena, que já valerá para a próxima edição da São Paulo Fashion Week, também foi repassada às que desfilam no Fashion Rio. Para Paulo Borges, que firmou acordo com o Ministério Público de São Paulo nesse sentido, é "lógico e natural" que isso aconteça, agora que ele acumula a coordenação dos dois eventos. As marcas do Fashion Rio não se opuseram. "Estou com 20 modelos, sendo três negras. E só não são quatro porque a Emanuele de Paula não pode vir", contou Jaqueline de Biasi, da Salinas. "Sempre acreditei num caldeirão de raças. Não dá para fazer desfile só com nórdicas", disse Luciano Canale, da Santa Ephigênia.Sergio Mattos, dono da agência 40 graus, estará com três modelos negras no Fashion Rio: Indira Carvalho, Moara Marinho e Ana Leal. "Acho a medida bem interessante. Mesmo se não mudar muito, já dá uma colorida na passarela. Numa semana de moda em Tóquio, você não ver negros não é tão estranho. Mas aqui é", disse Mattos. Pela primeira vez no Fashion Rio, Indira, de 20 anos, está animada. "Vou me sentir super privilegiada de estar lá." Ana, de 22, acha a reserva de vagas um estímulo. "Tenho dúvidas sobre a cota nas universidades, mas, na passarela, acho certo."

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