Everaldo havia acabado de renovar falso registro na PF

Everaldo Pereira dos Santos tinha vida dupla havia 12 anos. Com RG, CPF e certidão de nascimento aparentemente limpos, em nome de Aldo José da Silva, ele passou despercebido pelo Departamento da Polícia Federal em São Paulo, onde foi registrado em janeiro de 1996 como vigilante profissional. A carteira acabou de ser renovada no dia 3 e tinha validade por mais quatro anos. Em julho, Everaldo passou por curso de reciclagem. Ontem, em nota, a PF informou que abriu procedimento administrativo para cancelar o registro de "Aldo". E justificou: "Os documentos por ele apresentados são materialmente verdadeiros, razão pela qual seria impossível negar seu registro." Para obter a carteira de vigilante, Everaldo teve de apresentar, em nome de Aldo, título de eleitor, certificado de antecedentes criminais, histórico escolar, certificado de reservista etc. O documento que deu origem aos demais pode ser a certidão de nascimento, obtida, provavelmente com dados falsos, no Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais - 1º Distrito, do município de Vitória de Santo Antão (PE). Até o seqüestro da filha, Everaldo trabalhava para duas empresas de segurança privada, a Power Segurança e Vigilância e a Gocil. O assistente da diretoria da Power, Anderson Lara, disse que consumará a demissão do funcionário por justa causa, assim que a fraude for comprovada documentalmente. Procurada ontem, a Gocil não se manifestou. A PF não confirmou se há registro de vigilante em nome de Everaldo.

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