Ex-auxiliar de enfermagem é condenado a 69 anos de prisão

O ex-auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães foi condenado na madrugada de hoje a 69 anos de reclusão em regime fechado pela morte de quatro pacientes do hospital municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio. A decisão do 3º Tribunal do Júri reduziu em 7 anos a pena que o ex-auxiliar recebera em seu primeiro julgamento. Ele não terá direito a recorrer em liberdade.Izidoro foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado em 21 de maio de 1999, 14 dias depois de ter sido preso, quando dava plantão no hospital. De acordo com o MP, Izidoro desligou os aparelhos respiradores que mantinham vivas as pacientes Marcia Garnier Pereira, Maria Aparecida Pereira e Francisca Teresa Coutinho de Oliveira, provocando morte por asfixia. No mesmo dia, ele teria injetado dose excessiva de potássio no paciente Matias Gomes.Apesar de cinco testemunhas terem sido convocadas pela acusação, apenas uma, a enfermeira Cristina Maria Duarte Ferreira, foi ouvida.Pedidos de indenização para famílias de outras supostas vítimas de Izidoro foram negados pelo juiz Carlos Eduardo da Rosa Fonseca Passos, da 1ª Vara de Fazenda Pública do Rio. Para o magistrado, as ações são "aventuras jurídicas" de advogados interessados em se aproveitar do caso. O ex-auxiliar chegou a ser acusado de outras 126 mortes, mas sua culpa não ficou comprovada.

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