Ex-chefe de gabinete de Peixoto delatou esquema

O inquérito da Polícia Federal tem base também no relato de Fernando Gigli Torres, que foi chefe de gabinete de Roberto Peixoto de janeiro de 2005 a abril de 2007. Torres fez delação premiada. Um depoimento preenche 7 páginas, com destaque para propinas e a evolução patrimonial do prefeito.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2011 | 00h00

Ele afirmou ter testemunhado o prefeito e a mulher ameaçando representantes das empresas EB-Sistal Alimentos e Home Care para que pagassem comissões. Revelou detalhes sobre valores mensais pagos pela Sistal, contratada por R$ 11 milhões/ano - desse montante, R$ 1,2 milhão teriam sido embolsados pelo prefeito. "Todo dia 10 de cada mês, (Peixoto) recebe da Sistal R$ 60 mil e no dia 20 o restante até completar 10% sobre o valor faturado", disse. "Sei porque era amigo particular de Roberto Peixoto e frequentava a casa dele. Participava de reuniões e ouvia as conversas dele com Cristiane Venturi, gerente da Sistal. Presenciei Luciana Peixoto recebendo joias, anéis, brincos de ouro."

A testemunha conta que antes de se tornar prefeito, o peemedebista possuía apenas sua casa na Rua do Café e um Fiat Uno. Segundo Torres, o alvo maior da Operação Urupês ampliou rapidamente seu patrimônio: apartamento em Ubatuba, sítio de meio alqueire com três casas e piscina em São Bento do Sapucaí, outra casa e um apartamento em Taubaté, apartamento em São Lourenço (MG), casa na praia de Maranduba, Ubatuba, e uma casa no loteamento Campos do Conde I, em Tremembé, além da boate Cheers Lounge, em Taubaté, e quatro veículos, inclusive um Citroën C4 Palace.

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