Ex-chefe de Pena no Deic nega todas as acusações

Chefe do investigador Augusto Pena no Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), o delegado Fábio Pinheiro Lopes nega que tenha montado um esquema de arrecadação de propina, conforme acusações feitas pelo ex-subordinado ao Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o delegado, Pena se tornou seu desafeto após ter sido removido da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deic. Na época, o investigador era alvo de um inquérito por furto de uma carga de Playstation apreendida pela DIG. "Ele se recusava a depor e mandamos uma série de ofícios pela nossa intranet", conta Lopes.As suspeitas contra Pena, diz o delegado, chegaram aos ouvidos dos novos chefes dele na Delegacia Fazendária, que, diante disso, também optaram por desligá-lo do cargo. "Foi aí que ele me jurou", lembra o delegado. "Certa vez, fui acordado por um delegado do Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil), dizendo que havia recebido um telefonema da mulher do Pena, dizendo que ele queria me matar."Lopes também faz questão de frisar que nos sete meses em que permaneceu à frente da 1ª DIG finalizou um terço dos cerca de 150 inquéritos sobre bingos. "O doutor Eder Segura, que trabalhou no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), é testemunha do meu trabalho", afirma. "Tenho 17 anos de polícia e jamais tive meu nome envolvido em irregularidades. Esse Pena é completamente louco. Posso provar tudo o que digo."O advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, amigo e ex-sócio do ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto, também refutou as acusações feitas por Pena. "Tudo isso é um disparate. Sou advogado e não bandido, isso é um absurdo", afirma. "Fui visitar outro cliente no presídio da polícia e conversei com ele normalmente. Não fiz nenhuma ameaça."

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