Ex-delegado Protógenes exige tratamento vip

O ex-delegado Protógenes Queiroz, candidato a deputado pelo PC do B de São Paulo, esperava ansioso para assistir ao programa eleitoral da quinta-feira. Após irritar-se com o partido, exigiu tratamento vip para mostrar com mais destaque sua luta contra a corrupção e sua atuação em operações famosas da Polícia Federal, como a Satiagraha. O acerto, no PC do B, era de que ele teria 30 segundos, assim como Aldo Rebelo. A promessa não virou dívida, e a propaganda foi misturada entre os demais candidatos - "inclusive o Tiririca" -, dando pano para a manga.

, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2010 | 00h00

Apesar dos desentendimentos, Protógenes está satisfeito no PC do B e promete ser uma das revelações eleitorais do partido. Ainda dizendo-se marcado por seu afastamento da PF, ele é familiarizado com a vida e a linguagem comunistas. "Eu li O Capital", apressa-se em comentar.

Na escola, aos 16 anos, na década de 60, criou um jornalzinho, o Alerta Geral, e quase foi preso em casa. Escapou por conta das influências do pai, militar, mas um "opositor do regime", diz.

Protógenes afirma que sofreu "pressões dentro do partido", após ter aparecido como possível candidato ao Senado. "Alguém me avisou para eu pisar nesse chão da política devagarinho", diz, cantarolando e parodiando Dona Ivone Lara.

Apesar de seu passado comunista, afirma que "não precisa ser trotskista para se filiar ao PC do B". O estatuto do partido, diz, defende a "social-democracia". Assim como Orlando Silva e Netinho, o neocomunista filiou muitos novos simpatizantes (acadêmicos, advogados, policiais, entre outros) ao partido.

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