Ex-detento mata e põe jovem em freezer

Com problemas mentais, ele ficou 5 anos preso; ao sair, parou medicação

José Dacauaziliquá e Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

12 Fevereiro 2009 | 00h00

O músico e ex-detento Paulo Sérgio Ribeiro, de 43 anos, foi preso anteontem após confessar ter matado a desempregada Camila dos Santos, de 19. Ribeiro alegou que ela era sua amante e contou ter escondido o corpo da vítima num freezer em sua casa, em Francisco Morato, Grande São Paulo. Segundo a polícia, Ribeiro tem problemas mentais. Ele teria dito que cometeu o crime porque escutou uma voz que dizia: "amarre, esfaqueie e a coloque dentro do freezer".Ao delegado de Franco da Rocha, Luiz Roberto Faria Hellmeister, Ribeiro contou que ficou cinco anos preso na "Casa de Custódia de Tratamento" por ter cometido estupro e atentado violento ao pudor. Quando saiu, deixou de tomar a medicação prescrita. Camila alugava um cômodo nos fundos da casa do músico, que é casado e tem cinco filhos - todos vivendo na capital paulista. Na sexta-feira, após uma discussão, Camilla teria ameaçado contar tudo à mulher de Ribeiro. "Foi aí que ele começou a ouvir a voz para matar a moça", disse Hellmeister. O músico esfaqueou a jovem nas costas e no pescoço. Antes, Ribeiro chegou a dar comida e refrigerante à vítima.Com medo de que a mulher descobrisse o crime, ele procurou sua médica, confessou o assassinato e foi com ela à delegacia. O músico foi indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima). Poderá pegar uma pena que varia entre 12 e 30 anos de prisão.A Secretaria de Administração Penitenciária informou apenas que Ribeiro deixou o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha em 16 de maio de 2003 por desinternação condicional: "Se ficar constatada por perícia médica que ocorreu a cessação da periculosidade (a pessoa não está mais doente), o juiz deverá determinar a desinternação condicional do interno. A desinternação será condicional pelo prazo de um ano. Se o liberado não praticar fato que indique persistência da periculosidade, estará encerrada a medida de segurança. Ele volta a ser um cidadão comum e livre."

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