Charles Sholl/Futura Press
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Ex-diplomata acusado de agressão a mulheres é preso preventivamente

Renato de Ávila Viana foi demitido em setembro por não levar em sua vida privada uma conduta compatível com suas funções no serviço público

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 11h34

BRASÍLIA - O ex-diplomata Renato de Ávila Viana, demitido do Itamaraty em setembro por causa dos repetidos episódios de agressão, notadamente a mulheres, foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 18, na capital federal.

Segundo a advogada, Denia Magalhães, a detenção atendeu ao pedido de uma ex-namorada de seu cliente, que há dois anos o acusou de tê-la agredido com uma forte cabeçada na boca que lhe arrancou um dente e alterou sua mordedura.

Viana havia sido preso em setembro, depois que vizinhos acionaram a polícia ao ouvir gritos de socorro de uma mulher vindos de seu apartamento. Ele foi liberado após pagamento de fiança.

A demissão ocorreu no último dia 20, e teve como base o fato de ele não levar, em sua vida privada, uma conduta compatível com suas funções no serviço público. 

No dia em que foi preso após a denúncia de vizinhos, a Associação dos Diplomatas do Brasil (ADB) emitiu uma nota na qual repudia atos de violência e discriminação contra mulheres e pede celeridade na apuração dos fatos contra Viana.

"Em diversas oportunidades, a ADB Sindical manifestou preocupação junto à alta esfera do Ministério das Relações Exterioresdiante dos atos de agressão repetidamente praticados pelo diplomata Renato de Ávila Viana", diz. "A valorização e o respeito às mulheres são premissas fundamentais desta entidade." 

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