Ex-líder do PCC depõe como testemunha de acusação

O ex-líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), José Márcio Felício, o Geleião, depôs na manhã de hoje na Justiça como testemunha de acusação contra seus ex-amigos, entre eles os chefe da facção Marcos Willians Werbas Camacho, o Marcola, em um processo por formação de quadrilha. Além de Marcola, acompanharam o depoimento outros treze presos, apontados como membros do PCC, que também figuram como réus no processo. A audiência começou às 10h45 no Fórum Mário Guimarães, na Barra Funda, e foi acompanhada pelos réus por meio de vídeoconferência. Onze deles estão detidos no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, no interior, e outros três, presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste. Além de Geleião, também foi ouvido como testemunha de acusação o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), que presidiu o inquérito contra os acusados. Em novembro do ano passado, Geleião delatou a Ferraz Fontes todo o esquema de funcionamento do PCC, após ter sido excluído do grupo, em 31 de outubro, e jurado de morte pelos ex-comparsas. Em troca, ele e a mulher, Petronília Maria de Carvalho Felício, foram inseridos no programa de delação premiada, que prevê a redução de um a dois terços da condenação. Em seu depoimento, que durou cerca de uma hora, Geleião confirmou todas as denúncias que já havia feito ao delegado. Especificou a função de cada um dos acusados dentro da facção e disse que há cerca de duas mil pessoas trabalhando para o PCC fora dos presídios.

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