Ex-líder morto em presídio estava jurado de morte pelo PCC

O líder do Terceiro Comando da Capital (TCC), César Roriz de Camargo, o Cesinha, de 39 anos, assassinado neste domingo, 13, na Penitenciária de Avaré, estava jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e permaneceu sob a escolta de outros presos da facção durante o período em que ficou na Penitenciária Danilo Pinheiro, em Sorocaba. O presídio é dominado pelo TCC.Oito assassinatos de presos ocorridos a partir de abril na unidade foram atribuídos à briga entre as facções. Os detentos teriam sido infiltrados na unidade pelo PCC para matá-lo, mas acabaram sendo mortos por ordem de Cesinha. Dois dos homicídios teriam sido praticados pelo próprio líder, que obrigou outros detentos a assumirem o crime. O último assassinato, do preso Reginaldo Martins da Silva, ocorreu dias depois da transferência do líder do TCC para Avaré. A direção do presídio optou pela remoção de Cesinha por não ter condições de evitar novas mortes, já que, entre as vítimas, havia presos sem nenhuma ligação com facções. Em Avaré, Cesinha foi colocado numa ala ocupada por integrantes da sua facção. Uma das versões para seu assassinato seria em razão do descontentamento com sua forma violenta de comandar os presos.

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