Dida Sampaio/AE - 14/02/2002
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Ex-médico Marcelo Caron é condenado a 29 anos de prisão

Ele é acusado de causar mortes de pacientes após lipoaspiração e fica em liberdade até julgamento de recurso

Ricardo Valota, da Agência Estado,

08 Julho 2009 | 06h36

Foi condenado nesta quarta-feira, 8, a 29 anos de prisão, em regime fechado, o ex-médico Denísio Marcelo Caron, de 47 anos, acusado de provocar as mortes da universitária Graziela Murta de Oliveira e de Adcélia Martins de Souza, funcionária da Terracap, por complicações provocadas por cirurgias de lipoaspiração feitas em 2002.

A defesa de Caron havia tentado, sem sucesso, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal que cancelaria o julgamento. O veredicto foi lido às 3h30 desta quarta-feira, 8, na sala do Tribunal do Júri em Taguatinga, no Distrito Federal, e aplicou uma pena de 14 anos e seis meses para cada uma das mortes.

O ex-médico foi ainda condenado a um ano de detenção, em regime aberto, por exercício ilegal da profissão. Ele poderá recorrer da sentença e, enquanto isso, aguardará o resultado em liberdade.

 

No último julgamento, em Goiânia, em abril deste ano, ele foi condenado a oito anos de reclusão, em regime aberto, pela morte de outra paciente. Caron é apontado pelo Ministério Público como responsável também pela morte de mais três mulheres e pela deformação de 29, todas em consequência de falhas em procedimentos cirúrgicos.

 

O ex-médico usava diploma falso de especialização em cirurgia plástica. Caron começou a realizar cirurgias de lipoaspiração e mamoplastia em março de 2000, em Goiânia, com pouco mais de dois anos de exercício profissional e sem qualquer aperfeiçoamento técnico-científico.

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