Ex-ministra se envolveu em várias polêmicas no governo

O escândalo que levou à demissão de Erenice Guerra da Casa Civil não foi o primeiro a marcar a carreira da ministra em Brasília. Figura presente no governo desde 2002, Erenice, de 51 anos, despontou no noticiário em 2008, acusada de montar dossiê sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para municiar aliados na CPI dos Cartões Corporativos.

, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

No ano passado, Erenice apareceu como pivô do polêmico encontro entre a ex-secretária da Receita, Lina Vieira, e a então ministra Dilma Rousseff. Segundo Lina, Erenice marcou reunião em que Dilma tentaria interferir em investigação sobre negócios da família do senador José Sarney (PMDB-AP). O objetivo seria pedir que fosse acelerada a fiscalização nas empresas de Fernando Sarney, filho de Sarney.

Em 2008, a ex-diretora Denise Abreu, da Agência Nacional de Aviação Civil, disse que havia sido pressionada por Dilma e Erenice a tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog e da Varig ao fundo americano Matlin Patterson e a três sócios brasileiros.

Filiada ao PT desde 1981, formada em Direito, Erenice ocupou postos na Eletronorte, no governo de Cristovam Buarque em Brasília e na Câmara dos Deputados antes de virar braço direito de Dilma na Casa Civil.

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