Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Ex-ministro da Defesa, Aldo elogia escolha de general para pasta

Titular do ministério no governo Dilma, ele discorda das críticas sobre nomear um militar para ocupar o cargo pela 1ª vez

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 22h03

BRASÍLIA - Ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo (PSB) elogiou a escolha do general do Exército Joaquim Silva e Luna como ministro interino da pasta. Essa é a primeira vez desde que o ministério foi criado, em 1999, que o cargo é ocupado por um militar e não por um civil.

+++ Novo ministro da Defesa foi condenado no TCU por irregularidade

"Acho que o ministério está em boas mãos. Se ele fosse um militar na ativa, ele seria o mais civil dos militares", disse Aldo, destacando que Luna atualmente está na reserva das Forças Armadas.

+++ Ministro interino da Defesa é considerado conciliador, mas firme e pragmático

O ex-ministro, que ocupou o cargo durante o governo Dilma Rousseff (PT), afirmou que nomeou Luna como secretário-geral da pasta em outubro de 2015 e qualificou o general como "um homem muito preparado".

+++ Temer assina MP que cria Ministério da Segurança Pública

Luna permaneceu na secretaria-geral mesmo após o impeachment de Dilma e foi nomeado ministro interino pelo presidente Michel Temer (MDB) esta semana após Raul Jungmann ser realocado para o Ministério Extraordinário de Segurança Pública.

Aldo sempre teve um bom trânsito entre os militares e foi bem-recebido pelas Forças Armadas quando virou ministro.

Para ele, as críticas de que deixar o ministério sob a tutela de um militar é um "retrocesso" e pode colocar em risco a democracia do País não têm fundamento.

"Não há nenhuma vocação, nenhuma disposição das Forças Armadas de fugir às suas responsabilidades constitucionais e legais. Não vejo que eles estariam dispostos a participar de algum processo de militarização", disse.

Críticas

Apesar dos elogios ao novo ministro, Aldo criticou a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro e criar uma pasta específica para tratar da questão da segurança. 

"Não estou muito otimista em se tentar diminuir a violência através de uma nova nomenclatura", disse.

Ele também destacou que os militares não têm treinamento para atuar no combate ao crime comum. "A intervenção terá dificuldades de resolver a questão dos níveis de violência no Rio. As Forças Armadas não têm nem atribuição para essa missão, isso é trabalho para a Polícia Militar e para a Polícia Civil."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.