Ex-ministros e intelectuais se associam a Lula

Com nomes de peso e a promessa de ser financiado apenas com recursos privados, o instituto que leva o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi criado ontem em São Paulo.

Fernando Gallo, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2011 | 00h00

O Instituto Lula substitui o Instituto Cidadania, criado em 1989 como uma das bases de ações políticas do ex-presidente. O instituto vai atuar na integração e na cooperação do Brasil com países da América Latina e da África, com a elaboração de propostas de políticas públicas. Será criado, ainda, um memorial da democracia - conforme antecipou o Estado - que contará a história de lutas sociais e da redemocratização no País.

O Instituto Lula terá cinco diretores e 38 associados. Paulo Okamotto, ex-presidente do Sebrae e amigo de Lula, será o diretor-presidente. Os outros dirigentes serão os ex-ministros Luiz Dulci e Paulo Vanucchi, o deputado José de Filippi e a assessora do ex-presidente, Clara Ant. Lula será sócio e presidente de honra. "O que queremos mais é construir políticas públicas para Estados", disse Okamotto.

O ex-ministro Antonio Palocci não foi anunciado ontem como sócio, mas Lula já fez o convite para que trabalhem juntos. "Como é que eu vou proibir de contratar alguém? Se tiver alguma atividade pra ele, eu vou contratar, qual é o problema?", reagiu ontem Okamotto ao ser questionado sobre a parceria com Palocci, que deixou o governo.

O ex-presidente chamou petistas de longa data para se associarem ao instituto, como o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e Rui Falcão, presidente do PT. Também serão sócios de Lula os ex-ministros Márcio Thomaz Bastos, Franklin Martins, Nilcéa Freire, Walfrido dos Mares Guia e Miguel Jorge. Estes dois últimos, que ocuparam respectivamente as pastas do Turismo e da Indústria e Comércio, farão pontes com o empresariado. O advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente, e as intelectuais Maria Victória Benevides e Marilena Chauí serão sócias.

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