Ex-porta-bandeira da Mangueira morre de câncer aos 76 anos

A ex-porta-bandeira da Mangueira Isailda do Nascimento Souza, a Mocinha, um dos principais símbolos da escola, morreu hoje de manhã de câncer. Ela tinha 76 anos e estava internada no Hospital Geral de Bonsucesso desde a última segunda-feira. O corpo dela foi velado por integrantes da escola durante o dia no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária, e enterrado à tarde. A ex-primeira dama de São Paulo, Lila Covas, que visitou projetos sociais realizados na Mangueira, prestou homenagem à Mocinha. Lila preside a Fundação Mario Covas.Integrante do Conselho Superior da Mangueira, Mocinha desfilou como primeira porta-bandeira da escola por 36 anos consecutivos. Ela era uma das porta-bandeiras mais antigas da Verde-e-Rosa. Desde 1991, quando entregou o posto, Mocinha saía no carro dos baluartes, junto com Dona Zica e Dona Neuma, já falecida, e outros destaques da agremiação. Ela vinha de uma linhagem tradicional de sambistas do morro. Seu pai, Angenor de Castro, foi um dos fundadores da escola e sua tia, Raimunda, a primeira porta-bandeira. Mocinha morava no Morro da Mangueira, zona norte da cidade, com a filha, e tinha uma casa na Vila Kennedy, na zona oeste. Nos últimos anos, vinha apresentando problemas de saúde, como complicações nos rins e insuficiência respiratória, além da diabetes.

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