Ex-prefeito de Sumaré vai a júri por homicídio

O ex-prefeito de Sumaré, João Franceschini, irá amanhã a júri popular, a partir das 9h30, acusado de mandar matar sua companheira, a empresária Hedy Mazer, de 52 anos, em 6 de abril de 1995. O crime foi praticado em Hortolândia. Franceschini será julgado no Fórum que inaugurou em sua gestão, há 34 anos. O julgamento está sendo tratado como acontecimento em Sumaré. Os interessados em ocupar os 46 lugares colocados à disposição do público terão que retirar senhas, a partir das 8 horas. Franceschini responde ao processo em liberdade. Sua suposta cúmplice, a ?vidente? Ângela Maria da Silva, a Tia Baiana, está foragida desde 1999. A empresária foi morta a tiros e facadas, quando chegava à casa que dividia com o ex-prefeito, com quem viveu por 10 anos. Quinze dias depois, a polícia prendeu Tia Baiana, que confessou ter tramado o crime com Franceschini e seu marido, Pedro Luís de Jesus. A polícia apurou que o pistoleiro Heliodoro de Souza Filho recebeu R$ 40 mil para cometer o assassinato, e que a vidente mantinha um relacionamento com o ex-prefeito. O pistoleiro Heliodoro e o marido de Tia Baiana foram encontrados mortos meses depois. O ex-prefeito e a vidente chegaram a ser detidos. Franceschini teve sua prisão revogada em menos de 24 horas. Ângela Maria foi julgada pela morte de Heliodoro e do marido, mas foi absolvida. Fugiu em 1999. Cinco testemunhas de acusação e cinco de defesa participarão do julgamento, previsto para ser encerrado à noite. A defesa alega que Franceschini não teve participação no assassinato. Ele foi prefeito de Sumaré em dois períodos, nas décadas de 60 e 70. Atualmente, administra uma emissora de rádio e uma fazenda.

Agencia Estado,

17 de abril de 2002 | 18h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.