Ex-prefeito e ex-secretários acusados de estelionato

O ex-prefeito de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, o ex-secretário de Finanças Emílio Jenkiti Sakuma e do ex-contador Luís Gonzaga Boarão tiveram prisão temporária decretada. Eles são acusados pelos crimes de peculato, estelionato, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, praticados entre 1997 e 2000. A polícia conseguiu prender Sakuma e Boarão, mas o ex-prefeito está desaparecido. O pedido de prisão foi feito pelo delegado José Carlos de Oliveira, que não tinha conseguido ouvi-los, apesar de intimados. Na delegacia há quatro inquéritos em andamento, instaurados após representação da Procuradoria Municipal. O objetivo da prisão é evitar que haja interferência política nas investigações. Entre os casos investigados pela delegacia está a emissão de notas supostamente frias no valor de R$ 300 mil. Também há informações de que, entre julho e dezembro de 2000, a prefeitura teria descontado R$ 196 mil do salário dos servidores, com o compromisso de remeter a uma empresa que havia feito empréstimos a eles. Os valores não foram repassados. Há ainda investigações sobre licitações provavelmente fraudulentas. Ontem, Rocha teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, que deu prazo de 30 dias para ele devolver cerca de R$ 75 mil. Segundo o ex-prefeito, o valor teria sido usado na compra de 4.900 cestas básicas para funcionários de escolas municipais. Mas as despesas foram consideradas irregulares, porque o contrato com a Secretaria de Estado da Educação não previa esse uso.

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