Ex-prefeito foragido é preso em Rondônia

O ex-prefeito de Ribeirão Bonito (SP), Antônio Sérgio de Mello Buzzá (PMDB), que estava sendo procurado pela polícia desde 7 de maio, quando a Justiça decretou a prisão preventiva dele, foi detido na noite de quarta-feira, em Chupinguaia, ex-distrito de Vilhena, no interior de Rondônia. Acusado de ter desviado cerca de R$ 1 milhão da prefeitura de Ribeirão Bonito, Buzzá, que é médico, estava clinicando pela prefeitura daquela cidade.Após denúncias de populares, que viram a imagem do político divulgada na televisão, os investigadores de Rondônia o identificaram e o prenderam. A transferência de Buzzá da cadeia de Vilhena, onde está preso, para São Carlos deverá demorar dez dias. Segundo o delegado de Ribeirão Preto, Nelson Henrique Júnior, Buzzá ficará numa cela especial.O advogado do ex-prefeito tentou reverter o mandado de prisão nos últimos meses, mas não conseguiu. Com várias denúncias na administração pública da cidade paulista, Buzzá renunciou ao cargo em 24 de abril e mudou-se para Chupinguaia, onde estava morando na fazenda de um amigo. O mandado de prisão foi decretado em seguida pela juíza Adriana Albano Albergueti e a polícia não o achava desde então.As denúncias contra Buzzá começaram no final do ano passado e a Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), uma organização não-governamental (ong) formada por empresários ex-moradores da cidade, assumiu a responsabilidade de lutar para que o prefeito fosse punido pelas irregularidades.Corrupção, falsidade ideológica e de documentos, formação de quadrilha, fraudes em licitações e peculato são algumas das denúncias feitas contra ele, que se viu acuado diante da pressão da população, que foi mobilizada e fez protestos e panelaços para afastá-lo do poder. Antes que fosse cassado, ele renunciou. Em junho, os vereadores de Ribeirão Bonito também cassaram os direitos políticos de Buzzá.O promotor de Justiça Marcel Zanin Bombardi, que pediu a prisão preventiva do ex-prefeito, fez o mesmo contra outras 11 pessoas acusadas de participação nas irregularidades, mas a juíza não concedeu os pedidos. Bombardi recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o caso ainda não foi julgado.

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