Ex-presidente do Metrô ainda terá de prestar esclarecimentos

O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Ênio Tatto, afirmou nesta quinta-feira, 22, que a saída do presidente do metrô Luiz Carlos David já era esperada, considerando o histórico dos acidentes ocorridos durante a construção da linha 4 do Metrô. "Já passou da hora de ele sair. É o 11º acidente que acontece nessa linha sob a direção de David no Metrô", disse. David, pediu demissão na quarta-feira,21, ao governador de São Paulo, que aceitou o pedido. A demissão de David "por motivos pessoais", ocorre 40 dias depois do desabamento nas obras da futura Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô, em 12 de janeiro, que causou a morte de sete pessoas. Tatto garantiu que a saída de David do cargo não significa que ele está livre de prestar esclarecimentos à sociedade a respeito dos acidentes nas obras. "Vamos estudar medidas para que ele responda por esses erros e pela tragédia que aconteceu", assegurou. O deputado disse ainda que a bancada do PT continuará a lutar pela instalação de uma CPI a respeito do acidente. "Queremos a apuração detalhada a respeito da responsabilidade do governo do Estado, do ex-governador GA, do ex-secretário de Transportes, Jurandir Fernandes, e do Consórcio de construtoras nessa questão", finalizou.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2007 | 17h57

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