Ex-secretários temem que a melhoria no trânsito tenha ''prazo de validade''

A implementação de uma nova pista de rolamento e a construção de quatro pontes e três viadutos na Marginal do Tietê como solução para o trânsito são questionadas por ex-secretários municipais ouvidos pela reportagem. Jorge Wilheim, arquiteto e urbanista que ocupou a pasta de Planejamento Urbano, e Carlos Zarattini, deputado federal que exerceu a função de secretário de Transportes, ambos na gestão Marta Suplicy, ressaltam a importância da construção de vias de suporte à Tietê. "Lógico que a ampliação da Marginal vai dar uma melhorada no tráfego, mas ela não estrutura o problema dos transportes na cidade. Seria mais importante investir nas vias paralelas ou de suporte", diz Zarattini. Já Wilheim observa que a opção escolhida é cara e não consta no Plano Diretor Estratégico da capital. "Estão adotando uma alternativa cara." Para Getúlio Hanashiro, secretário de Transportes nas gestões Paulo Maluf e Celso Pitta, a modernização da via não terá efeito se o governo deixar de investir no transporte coletivo. "Toda obra tem um prazo de validade. O próprio transporte público necessita permanentemente de investimentos para não ficar saturado", diz. "Ou investimos em transporte coletivo ou ficaremos eternamente abrindo pistas para carros", afirma Zarattini.

Felipe Oda, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2009 | 00h00

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