Ex-seguranças do ganhador da Mega Sena são presos

A Polícia Militar confirmou que dois policiais militares que seriam ex-seguranças do milionário Renné Senna, assassinado no dia 7 de janeiro, foram presos na manhã desta quinta-feira. Eles estavam nas unidades da PM onde trabalham; os dois, o cabo Marcos Antonio Vicente e o sargento Ronaldo Amaral, seriam levados para a Delegacia de Homicídios, onde o caso passará a ser investigado, para prestar depoimento. Renné Senna, de 54 anos, ganhou R$ 52 milhões em janeiro de 2005. Na terça-feira, a viúva de Senna, Adriana Almeida, de 29 anos, foi presa e indiciada por envolvimento no assassinato do marido. A prisão temporária, por 30 dias, foi decretada pela juíza Renata Alcântara, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, com base em escutas telefônicas e quebra do sigilo bancário. A juíza bloqueou contas de Adriana e decretou a prisão de quatro ex-seguranças do casal: um bombeiro, um ex-policial militar e dois PMs da ativa. Há suspeitas de que a morte de Senna pode ter conexão com o assassinato de um ex-segurança do milionário, o soldado PM David Vilhena Silva, de 35 anos. O policial foi morto no dia 4 de setembro de 2006, na Estrada das Canárias, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, com dois tiros. Embora a princípio a polícia tenha falado em latrocínio, há informações de que, na verdade, foi uma emboscada. A viúva de Senna, Adriana, pode ter ligação com este caso também. Apesar de a polícia ter indiciado Adriana como participante do assassinato de seu ex-marido, o promotor de Justiça responsável pelo inquérito, Guilherme Macabu Semeghini, admitiu na quarta-feira, 31, ao Estado que "não possui elementos suficientes para oferecer eventual denúncia contra ela". Na terça-feira, o chefe de Polícia Civil, Gilberto Rodrigues, afirmou que era certa a participação de Adriana no crime, faltando esclarecer em que grau isto teria ocorrido. Macabu deixou claro que no inquérito ainda "não existem provas suficientes para que possamos identificar os executores do crime, mas apenas indícios da participação de algumas pessoas na empreitada criminosa". A polícia, a procuradoria e a juíza do município de Rio Bonito, Renata Gil de Alcântara, não revelam quem são as quatro pessoas suspeitas cujas prisões temporárias foram decretadas junto com a de Adriana, presa na terça-feira à tarde. Cronologia do caso Julho de 2005: René Senna, ex-lavrador e ex-açougueiro de Rio Bonito, ganha sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega Sena Janeiro de 2006: René, então com 53 anos, se casa com a cabeleireira Adriana Almeida, de 28 anos Janeiro de 2007: Adriana paga R$ 300 mil por uma cobertura no Arraial do Cabo (RJ). No documento de compra e venda, diz não ser casada nem ter relacionamento estável 4 de janeiro: O casal briga, e Adriana deixa a fazenda de R$ 9 milhões onde morava com o marido 7 de janeiro: René Senna é morto com quatro tiros de pistola à queima-roupa no Bar do Penco 12 de janeiro: Acusada pela única filha de René, Renata, de ser a mandante do crime, Adriana depõe na delegacia de Rio Bonito. A polícia pede quebra do sigilo bancário e telefônico da ex-cabeleireira 27 de janeiro: O motorista de van Robson de Oliveira, de 27 anos, diz em depoimento de seis horas que ele e a viúva se conhecem há três anos, já namoraram, reataram em setembro e passaram o réveillon juntos em Arraial do Cabo 29 de janeiro: Adriana admite que mentiu e pede pra refazer declarações à polícia 30 de janeiro: Adriana é presa sob acusação de envolvimento no crime

Agencia Estado,

01 Fevereiro 2007 | 09h36

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