Ex-seguranças vão a júri por morte de ganhador da Mega-Sena

Eles foram denunciados pela autoria dos disparos; Ministério Público afirma que viúva foi a mandante do crime

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

06 Julho 2009 | 09h29

Começa nesta segunda-feira, 6, o julgamento dos acusados pela morte de René Senna, que ganhou R$ 51,8 milhões da Mega Sena em 2005 e foi assassinado dois anos depois. O ex-seguranças Anderson Silva de Sousa e Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, irão a júri popular no Fórum de Rio Bonito. O julgamento pode durar até três dias, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

O Ministério Público afirma que o crime foi encomendado pela viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida, e envolveria mais três pessoas além de Anderson e Ednei: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson, que ainda não têm data prevista para serem julgados.

 

René foi morto a tiros enquanto tomava cerveja em um bar de Rio Bonito, em 7 de janeiro de 2007. O Ministério Público afirma que, após o crime, Anderson e Ednei pegaram uma pochete da vítima que continha uma arma e dinheiro.

 

Segundo a denúncia, interceptações telefônicas também revelaram um encontro pessoal de Adriana com Anderson e Janaína em 6 de janeiro, horas antes do assassinato, desementindo a versão de Adriana de que não teria se reunido com o casal.

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