Ex-vigilantes acusados de matar jovem são condenados

Investigações apontaram que rapaz teria sido assassinado após ser pego pichando um muro

Evandro Fadel, correspondente de O Estado de S.Paulo,

29 de agosto de 2010 | 14h14

CURITIBA - O Tribunal do Júri de Curitiba condenou o vigilante Marlon Balen Janke, de 33 anos, a 23 anos de prisão em regime fechado, em razão do assassinato do estudante Bruno Strobel Coelho, tortura mediante sequestro, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. O outro réu e também vigilante, Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues, de 29 anos, cumprirá 13 anos de reclusão por homicídio e ocultação de cadáver. O julgamento, que começou na manhã de sexta-feira, 27, terminou somente na noite de sábado, 28. Os advogados de defesa de ambos devem recorrer.

 

Ao depor, na sexta-feira, Janke confessou a morte, alegando que se tratou de um tiro acidental, e pediu desculpas à família de Bruno, filho de um dos principais jornalistas esportivos do Paraná, Vinícius Coelho. A tentativa da defesa foi a de descaracterizar que tivesse havido tortura e formação de quadrilha. O defensor de Rodrigues, que teria se juntado a Janke a caminho de Almirante Tamandaré, tentou mostrar que Bruno já chegou morto à cidade da região metropolitana de Curitiba, o que o incriminaria apenas pela ocultação de cadáver.

 

As investigações apontaram que Bruno estava pichando o muro de uma clínica no Bairro Alto da Glória, em Curitiba, na madrugada de 3 de outubro de 2007, quando foi flagrado por Janke, que prestava serviços para a empresa de vigilância Centronic. Ele teria levado o rapaz até a empresa, onde foi espancado. Depois foi colocado no porta-malas de um carro e levado para Almirante Tamandaré. O corpo, com dois tiros na cabeça, foi encontrado uma semana depois.

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