Exame vai apurar se Andinho está sendo dopado

Desde o dia 19 de abril o seqüestrador Wanderson de Paula Lima, o Andinho, detido na Casa de Custódia, em Taubaté, no interior do Estado, dorme sob efeito de calmante, com prescrição médica. Segundo o diretor da penitenciária de segurança máxima, José Ismael Pedrosa, Andinho solicitou ao médico que atende os presos um remédio para dormir e toma um comprido. "Apesar do remédio, ele tem se mostrado bem de saúde e não apresenta nenhuma alteração", garantiu o diretor.Segundo Pedrosa, somente na tarde de quarta-feira foi informado da denúncia e que esta providenciando o pedido de exame toxicológico feito pelo juiz corregedor dos presídios Octávio Augusto Machado de Barros Filho. "Fiz a solicitação com urgência ao IML de Taubaté, para que o exame seja feito aqui dentro da unidade, por questões de segurança."Mais do que descobrir se o seqüestrador está sendo dopado, o resultado do exame toxicológico pode ajudar também a Corregedoria a averiguar se Andinho vem recebendo drogas em sua cela. Uma denúncia feita por uma detenta, de dentro da Casa de Custódia de Taubaté, sobre a entrada de drogas na penitenciária, fez com que a direção do presídio abrisse, há 10 dias, uma sindicância para apurar o fornecimento de entorpecentes para Andinho.Segundo o coordenador dos presídios do Vale do Paraíba e Litoral Norte, Carlos Alberto Corades, "caso o exame detecte algum tipo de droga no organismo do seqüestrador terei que tomar duas atitudes: uma policial e outra administrativa". A Comissão dos Direitos Humanos da 18ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, em Taubaté, informou que deverá visitar o seqüestrador em breve para apurar a denúncia. "Só depois poderemos emitir um relatório", disse a integrante da Comissão, a advogada Zaly Angélica Carvalha da Silva.

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