Exame vai confirmar se restos mortais são de sambista da Mangueira

Um irmão do presidente de bateria da Mangueira, Robson Roque, cederá material genético para que seja feita a comparação com os restos mortais encontrados pela polícia no Morro do Telégrafo, que seriam do sambista. Parentes já reconheceram como sendo de Roque um pedaço de dentadura, um sapato e uma carteira, encontrados junto à ossada.O exame será feito pelo laboratório de DNA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que receberá amanhã a ossada humana localizada na favela. As informações foram passadas pelo subchefe de Polícia Civil, delegado José Renato Torres. Os indícios mostram que Roque foi vítima de traficantes. As razões do crime ainda estão sendo investigadas."Analisamos duas ou três hipóteses", disse Torres. A maior suspeita é que o presidente da bateria tenha se desentendido com os bandidos por causa da eleição da rainha da bateria da Mangueira - a eleita não era a favorita dos criminosos. A votação foi feita na semana passada. Desde então, Roque está desaparecido. Segundo a polícia, Roque teria sido colocado no chamado microondas dos traficantes, um lugar no alto do morro onde os bandidos incineram pneus junto com os corpos dos inimigos.

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