Exames confirmam 5 casos de leptospirose

Número de pessoas que recebem tratamento contra a doença já chega a 144 e pode aumentar; contágio foi pelo contato com água contaminada

Rodrigo Brancatelli, GASPAR; e Júlio Castro, O Estadao de S.Paulo

05 de dezembro de 2008 | 00h00

Pelo menos cinco casos de leptospirose já foram comprovados, por meio de exames laboratoriais, em pessoas que tiveram contato com água contaminada nas enchentes em Santa Catarina. As vítimas são das cidades de Guabiruba, Itajaí, Joinville, São José e Guaramirim. A Defesa Civil Catarinense recebeu, entre 22 de novembro e 4 de dezembro, a notificação de 144 casos suspeitos no Estado. E esse número deve aumentar porque, geralmente, os casos confirmados representam de 20% a 30% do total dos casos suspeitos notificados. O período de incubação da leptospirose, que é transmitida por roedores domésticos, vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso. Os casos suspeitos notificados à Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual estão divididos entre Joinville (34), Itajaí (29), Blumenau (16), Balneário Camboriú (11), Navegantes (11), Itapema (9), Ilhota (8), Jaraguá do Sul (7), Brusque (3), Florianópolis (3), Guaramirim (3), Luiz Alves (3), Camboriú (2), Guabiruba (1), Pomerode (1), Rodeio (1), Penha (1) e São José (1).É considerado como suspeito da doença o indivíduo que apresenta sinais e sintomas de processo infeccioso e agudo (como febre, dor de cabeça e dores musculares) e tenha sido exposto à água ou lama de enchente nos 30 dias anteriores à data de início dos sintomas. "Ao apresentar esses problemas, a pessoa deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima", orienta Luis Antonio Silva, diretor de Vigilância Epidemiológica Estadual.PRAIASAs condições de balneabilidade das praias na região da foz do Rio Itajaí estão comprometidas pelo grande volume de lixo e animais mortos na orla. Ontem, os fiscais da Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Fumai) emitiram nota apelando para que a população evite freqüentar as areias e tomar banho. A recomendação será mantida até que os técnicos da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) façam análises da qualidade da água em alguns pontos das praias. O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, determinou ao secretário de Obras, Jean Lana, o prazo de 15 dias para a retirada de todo o entulho.A Fatma, por sua vez, acredita que será possível obter boa balneabilidade antes das festas de fim de ano. Mas, pela manhã, a Fumai havia dito ao Estado que a faixa de Barra Velha a Balneário Camboriú - que representa 51,1 km dos 562 km do litoral de Santa Catarina - deveria permanecer indisponível para os banhistas pelo menos até a semana do Natal. "Não queremos criar o pânico, mas definitivamente não é o momento de entrar na água", disse o oceanógrafo Fabrício Estevão da Silva, superintendente da fundação. "Ainda não há como saber a extensão exata dos problemas. É preciso ter, no mínimo, cuidado."

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