Exames de DNA inocentam motorista e vigilante no caso Staheli

Exame de DNA mostrou que os vestígios de pele encontrados sob as unhas de Michelle Staheli, norte-americana morta em casa junto com o marido, o executivo Todd Staheli, não são do motorista da família, Sebastião Moura. Exatos 30 dias depois do crime, a polícia continua sem pistas do assassino.A análise, feita pelo diretor do laboratório de DNA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Elizeu Fagundes de Carvalho, e entregue ao Ministério Público no último sábado, mostrou ainda que o material retirado das unhas de Michelle também não é de Jonatas Bazile de Almeida, segurança do condomínio que estava de plantão na madrugada do crime. O teste mostrou apenas que se trata do código genético de um homem. Pela falta de amostras de outras pessoas para comparação, não é possível afirmar a quem pertence. O exame revelou também que os vestígios humanos contendo DNA colhidos no volante e câmbio do carro de Sebastião Moura e também num guardanapo que estava numa lixeira dentro do automóvel eram do próprio motorista. O laudo não define se o que foi encontrado é pele, suor ou sangue. Conclui apenas que é material que contém informações genéticas.Pista - O resultado da comparação do DNA de Moura e Almeida com o retirado de Michelle era considerado pista importante para a polícia, já que poderia levar ao assassino (como há indícios de que Michelle reagiu, os vestígios seriam do criminoso). Análise divulgada anteriormente já havia afastado a possibilidade de a pele ser de Todd ou de Logan, único filho homem do casal. O laboratório da Uerj ainda está investigando mais amostras recolhidas do carro do motorista dos Staheli. O resultado só deverá sair no ano que vem.

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